Segundo o biógrafo mais antigo, Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa, "cidade situada nos confins da terra" junto à Sé no ano de 1191 ou 1192. Depois de ter iniciado a sua vida religiosa no Mosteiro de S. Vicente de Fora na Ordem dos Cónegos Regrantes de S. Agostinho pediu para ser transferido para a Casa-Mãe no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra o que concretizou com 17 anos de idade. Foi ordenado sacerdote em 1220.

Todavia, sempre sonhou em retirar-se para uma vida ainda mais simples e austera. Influenciado pelo contacto que teve com os futuros mártires franciscanos de Marrocos aquando da passagem destes por Coimbra a caminho de África, entrou para esta ordem no verão de 1220 sob o nome de António. Em novembro do mesmo ano partia com a missão de combater as heresias e evangelizar por todo o mundo.

Conta o milagre que, encontrando-se em Rimini e perante a apatia dos seus interlocutores, foi à costa do Adriático e começou a pregar aos peixes dizendo: "Ouvi a palavra de Deus vós peixes do mar e do rio, já que a não querem escutar os infiéis hereges". Uma grande quantidade de peixes mostraram as suas cabeças fora de água perante a estupefação das pessoas que o ouviam, advindo daí inúmeras conversões.

Depois de percorrer diversos estados e países ocidentais instalou-se em Pádua onde se dedicou a elaborar sermões para os Domingos, festas e principais dias santos nunca abandonando o estudo intensivo e profundo das Sagradas Escrituras e de tudo o que dissesse respeito à Igreja de Jesus Cristo.

No dia 13 de junho de 1231 morreu em Camposiero.

Dada a sua popularidade e à atribuição de numerosos milagres, o Papa Gregório IX proclamou-o Santo quando ainda não tinha decorrido um ano após a sua morte ( uma das pessoas que mais rapidamente foram canonizadas). O mesmo Papa concedeu-lhe a missa de Doutor e no dia 16 de janeiro de 1946, Pio XII, proclamou-o Doutor Evangélico.

Santo António é o maior santo português - em 1934 foi declarado padroeiro de Portugal - e, a seguir a S. Francisco de Assis, o franciscano de maior relevo. É evocado como o santo que ressuscita os mortos, que cura as enfermidades, que assegura e multiplica as provisões, que vela pela felicidade do matrimónio, que encontra as coisas perdidas e que fala com o Menino Jesus.